Foto by Sandra Laurita (Morro da Cruz -Florianópolis-SC)
A epifania de Epifânia
Epifânia queria uma epifania. Rolou morro abaixo procurando alegria. Rasgou a roupa, rasgou o verbo, mandou um oi pro universo! Chorou um rio inteiro. Borrou o rímel, borrou a sombra, e de cara suja, rogou ao vento:
– "Vento, Ventania, me leve para as bordas do céu, pois puxar as barbas de Deus...me leve pra qualquer lugar...me leve sem destino..."
– Epifânia não chore, o que é teu há de te encontrar..."quem sabe é Deus"!
–"Mas se o acaso não me proteger"!?
– Haverá sempre uma luz no fim do túnel.
Disse o Vento numa lufada que a deixou descabelada.
–É isso, a iluminação, eureca!!! Agora vejo tudo claramente...
Assim, Epifânia seguiu em frente, meio torta, arranhada, mas contente. Teve sua epifania, quem diria!?
(Sandra Laurita)