Foto by Sandra Laurita
Fulô
Disse o doutor:
— Tempos de cuidados, não se pode vacilar, Fulô!
Mas Fulô não queria ouvir; Fulô só queria sambar. Dizia que o samba era o melhor remédio. Curava suas dores mais profundas —aquelas que os médicos não veem, exame nenhum encontra, remédio algum faz passar.
— Mas que dor é essa, Fulô?
— "Dô di amo, seu doutô!"
(Sandra Laurita)