Foto by Sandra Laurita
Alquimia
A criatura ouve estrelas e o criador
traduz em versos o que nela reluz.
Houve brilho no céu de outrora,
Ela ouve estrelas e chora.
A emoção é coisa rara,
Pedra polida, mármore de Carrara.
Sente no peito o som do agora,
Nada é em vão quando chega a hora.
Um brilho aqui, outro acolá,
Um suspiro ecoa de lá pra cá.
À flor da pele tudo acontece,
A noite escura também amanhece.
Lá vem o astro que aquece,
De longe vibra como um mestre,
Dita o tom do que parece
Ser o começo de uma prece.
O universo tudo espia.
Então, por que diria?
— Deves estar louca em tua poesia!
Sandra Laurita
*Poema inspirado na leitura do texto: "Abobrinhas cotidianas II", do escritor Masé Quadros .
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*Interação do poeta Stelo Queiroga
Desde as mais precoces trelas
Sonhava apanhar estrelas
Talvez pelo brilho delas
Ou pelo prazer em tê-las
Cresci e inda as acho belas
Mas sei que formam aquarela
Com céu, que há só pra sustê-las…
— Stelo Queiroga